<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-32039741</id><updated>2011-04-21T18:14:58.075-03:00</updated><title type='text'>A Casa da Mãe Joana</title><subtitle type='html'>O que seria a casa da mãe joana? Uma bagunça. Isso, uma bagunça, como o meu quarto, meu armário, meu carro, minha vida. Um lugar onde todo mundo grita, fala alto, briga, mas, de repente, uma paz imensa floresce. Esse espaço é de todo mundo, fique à vontade. Mas calma, gente, senão vira Brasília!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Mayara Luma Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00428384773253845932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_guhMonE8-jE/R8YrEjVk-vI/AAAAAAAAABw/IAUshkD0Byo/S220/fotoindie2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>17</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32039741.post-4611367153741158108</id><published>2008-12-29T01:30:00.003-03:00</published><updated>2008-12-29T01:41:29.236-03:00</updated><title type='text'>She'll turn the music on you</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_guhMonE8-jE/SVhU2YadqHI/AAAAAAAAADE/B3YIXGahEZA/s1600-h/~Bette-Davis%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285067455962392690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_guhMonE8-jE/SVhU2YadqHI/AAAAAAAAADE/B3YIXGahEZA/s400/~Bette-Davis%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Não dá mais pra continuar assim. Ou eu tenho um blog e me esforço para mantê-lo ou desisto de uma vez dessa bosta. Optei por continuar, por isso, hoje, vou fazer um esforço enorme para fazer alguma coisa criativa sair aqui.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;A verdade é que fiz esse blog no início da faculdade, antes do trabalho enfadonho e da rotina cansativa acabar com toda a minha criatividade e vontade de escrever crônicas. Hoje eu sou mais uma dessas mulheres cotidianas, que odeiam seus empregos, mas precisam deles para manter seus delírios de consumo (isso é um livro da Becky Bloom, eu sei, minha situação é triste demais!). Hoje eu sou mais uma dessas mulheres que usa calça e blusa de botão durante a semana e aos sábados e domingos usa vestidos ridículos como uma forma de se deixar respirar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;A grande verdade é que, cedo ou tarde, todo mundo cresce.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Incrível como passei a achar ridículo escrever sobre sentimentos. Acho que é isso que anda me deixando tão travada, o que fez com que abandonasse completamente este espaço. Tudo o que escrevo soa emotivo demais e meio piegas. Credo! Mas não é estranho que isto esteja acontecendo, afinal de contas, se trata de mim, Mayara, aquela que possui o semblante mais sóbrio de todos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Só existia uma época em que eu demonstrava sentimentos demais, quando tinha TPM, que agora nem tenho mais. TPM é coisa de adolescente malcriada, que quer atenção. Meu anticoncepcional acabou com tudo isto. Coitado dos homens que tiveram que me aturar naquela época. Hoje eu vivo como que numa linha reta. Às vezes é como se eu não sentisse nada mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Antes, eu conseguia escrever sobre qualquer coisa. Hoje, nada me dá a inspiração necessária para fazer uma crônica. Isso é horrível, é angustiante, é a pior coisa do mundo... Meu deus, agora eu sei, eu sou uma farsa! Durou só uma temporada minha criatividade para este blog. E eu, ingênua, me deixei acreditar que poderia escrever pelo resto da vida coisas bonitas. Acabou, meu deus, acabou...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Ou pode ser o contrário. Talvez eu esteja numa fase difícil, mas que vai passar. Neste caso, eu preciso esperar. E vou fazê-lo, com a estranha sensação de esperança nostálgica que ouvir Bette Davis Eyes me dá. Voltar aos anos 80 me faz acreditar que vou nascer de novo, toda nova, bonita de novo, tudo novo, de novo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;“All the boys think she's a spy,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;She's got Bette Davis eyes...”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32039741-4611367153741158108?l=casadamaejoana00.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/feeds/4611367153741158108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32039741&amp;postID=4611367153741158108&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/4611367153741158108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/4611367153741158108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/2008/12/shell-turn-music-on-you.html' title='She&apos;ll turn the music on you'/><author><name>Mayara Luma Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00428384773253845932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_guhMonE8-jE/R8YrEjVk-vI/AAAAAAAAABw/IAUshkD0Byo/S220/fotoindie2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_guhMonE8-jE/SVhU2YadqHI/AAAAAAAAADE/B3YIXGahEZA/s72-c/~Bette-Davis%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32039741.post-5082908266845443073</id><published>2008-11-01T14:42:00.003-03:00</published><updated>2008-11-01T14:47:28.860-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Como me anda me faltando vontade para escrever aqui, vou postar um texto antigo sobre educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sobre a fúria capitalista, Marx e a construção de robôs&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;O descaso com a educação justifica o destino de um país que vive sempre à espera de um futuro melhor&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A falência do sistema educacional brasileiro já não é novidade para ninguém. Não só as escolas públicas sofrem desse mal, também as particulares precisam se submeter à exigências antiquadas e o pior: ministrar conteúdo de forma mecânica para alunos interessados em apenas passar de ano ou obter aprovação na difícil prova do vestibular. Padecendo por motivos diversos, as escolas brasileiras se arrastam em modelos há muito superados pelos países desenvolvidos, e aí que entram em debate as escolas presentes nos acampamentos dos Sem-Terra.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Com modelos de ensino totalmente diferentes, os professores ensinam já na educação infantil o pensamento de Marx, o modelo norte-americano de economia, o tão sonhado modelo socialista, a vida de Che Guevara. As aulas acontecem em qualquer lugar propício do acampamento: em baixo da copa de árvores, em tendas montadas com lona; e são adaptadas à realidade de cada espaço. Não há copa, nem cozinheiras, o lanche é plantado e colhido pelos alunos. Parece perfeito, mas não é.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;A grande maioria dessas instituições de ensino são reconhecidas pelo governo e recebem investimentos das secretarias de educação, que também são responsáveis pelo pagamento dos salários dos professores e, logicamente, pelo "controle de qualidade". No entanto, essas escolas, que contam com 150 mil alunos espalhados pelo Brasil, não obedecem à Lei de Diretrizes e Bases da Educação e, não raro, empregam professores que nem chegaram ao ensino médio. As secretarias de educação usam a frágil desculpa de que é quase impossível fiscalizar todas as escolas; enquanto que os Sem-Terra alegam que precisam de educadores interessados no modelo de vida e no futuro do movimento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Os Sem -Terrinha, como são chamados os alunos, defendem ferrenhamente suas escolas, acreditam que o sistema utilizado é muito melhor que das escolas urbanas e ainda relatam experiências de preconceito com professores e alunos de fora do acampamento. No início, é impossível pensar de forma contrária, com crianças de cinco anos que dissertam sobre Marx e explicam a ALCA. Mas com o conhecimento maior desse sistema educacional, é possível perceber as inúmeras falhas, a mais grave: parcialidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;As crianças aprendem em canções e gritos de guerra que burgueses não prestam, que alimentos transgênicos têm veneno, que com o "R" e o "A" do alfabeto se escreve Reforma Agrária, e, se reclamam do preconceito sofrido nas grandes cidades, é porque não tem noção do preconceito que nutrem dos burgueses. Os educadores atuantes nessas escolas cometem um erro gravíssimo, criam robôs a serviço da revolução que talvez nunca ocorra. Os alunos não têm consciência, eles apenas repetem o que é dito todos os dias e concordam com tudo porque não conhecem o outro lado. Mas quem dera esse problema fosse só das escolas do MST.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Nas cidades grandes, em escolas públicas ou particulares, desde a infância, os alunos são bombardeados de conteúdo, precisam cumprir o programa exigido por lei em tempo hábil. Chegam à adolescência manipulados pela televisão, com sonhos de consumo próprios da sociedade estadunidense. Os mais abastados se trancam em cursinhos preparatórios para o vestibular, enquanto que os desfavorecidos abandonam a escola por um emprego de garçom ou secretária. Os vestibulandos se acham muito inteligentes porque conhecem história brasileira e sabem falar corretamente o português. Os jovens trabalhadores se lamentam do destino e sonham em ser um "burguês". O que ambos não sabem é que chegaram a essa idade sem saber quase nada: conhecem diferentes pensamentos, todos os motivos da II Guerra Mundial, mas não conseguem dissertar ou defender nenhum. São também robôs a serviço de nada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;As escolas urbanas usam o frágil argumento de que não há tempo para incentivar debates, de que os alunos precisam conhecer o programa a ser cobrado no vestibular, aquele exigido pela Lei, que atividades paralelas são desenvolvidas para ajudar na formação de cidadãos, mas não conseguem precisar exatamente quais. As escolas do MST usam o frágil argumento de que precisam formar cidadãos dispostos a lutar pelo movimento, pela justiça social. E o MEC, usa de todos os argumentos para justificar os inúmeros erros de um sistema falido.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Revolução mesmo precisa o sistema educacional brasileiro, mas isso levaria muito tempo para governos interessados sempre em medidas paliativas. Se não tem jeito, resta mesmo é aderir às políticas de redução de danos e acreditar que, se a escola pública regular não consegue chegar ao acampamento do MST, que permaneça, então, aquela que pode oferecer alguma educação; e se as escolas urbanas, por falta de interesse, pouco tempo ou necessidade capitalista, não formam cidadãos, que possam, pelo menos, preparar futuros universitários.   &lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32039741-5082908266845443073?l=casadamaejoana00.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/feeds/5082908266845443073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32039741&amp;postID=5082908266845443073&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/5082908266845443073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/5082908266845443073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/2008/11/como-me-anda-me-faltando-vontade-para.html' title=''/><author><name>Mayara Luma Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00428384773253845932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_guhMonE8-jE/R8YrEjVk-vI/AAAAAAAAABw/IAUshkD0Byo/S220/fotoindie2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32039741.post-4193634446574173074</id><published>2008-09-04T22:58:00.003-03:00</published><updated>2008-09-04T22:59:32.316-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;eu sei que preciso atualizar isso, mas tenham um pouquinho de calma!&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32039741-4193634446574173074?l=casadamaejoana00.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/feeds/4193634446574173074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32039741&amp;postID=4193634446574173074&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/4193634446574173074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/4193634446574173074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/2008/09/eu-sei-que-preciso-atualizar-isso-mas.html' title=''/><author><name>Mayara Luma Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00428384773253845932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_guhMonE8-jE/R8YrEjVk-vI/AAAAAAAAABw/IAUshkD0Byo/S220/fotoindie2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32039741.post-6837335319869124676</id><published>2008-06-05T23:46:00.006-03:00</published><updated>2008-06-07T14:57:21.728-03:00</updated><title type='text'>esse barco, que descreve um arco</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_guhMonE8-jE/SErLv2GV67I/AAAAAAAAACI/cGaa7xGzXZ8/s1600-h/Digitalizar0002.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209199941843807154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_guhMonE8-jE/SErLv2GV67I/AAAAAAAAACI/cGaa7xGzXZ8/s400/Digitalizar0002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_guhMonE8-jE/SEiwqYemgQI/AAAAAAAAACA/8zzYxlepY3k/s1600-h/Digitalizar0002.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Eu gosto de observar meninos e meninas que carregam nas costas seus quinze e jovens anos. Não, não tenho tendência à pedofilia nem nada do tipo, eles me atraem simplesmente por me fazerem lembrar dos meus tempos idos. Dos tempos em que ir para o colégio era a maior e mais amarga obrigação, mas que era adocicada com a certeza de que, aos sábados, alguma festinha badalada com muito docinho ia eternizar nossos sorrisos nos álbuns de quinze anos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Nossos sorrisos. Esse leve sorriso inocente e mais que verdadeiro. Dessa época tão maravilhosa que não dura mais que cinco anos. Do início da adolescência – nossos doze anos mais ou menos – até chegar o vestibular, quando a gente descobre que nem tudo, nem sempre, será cor-de-rosa. Essa idade, que apesar da sutileza, é marcada por dilúvios de lágrimas, por intermináveis dores-de-cotovelo, por laços eternos de amizade. Essa também é a idade da insegurança, da falta de consciência política, de cagar e andar para as crianças famintas da África e ser feliz, do uniforme sujo no fim do dia e, acima de tudo, de começar a perder o medo de cometer pequenas saudáveis loucuras.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Lembrar dessa fase, pra mim, é se aventurar novamente pelos caminhos incertos da descoberta da vida. Meus quinze e jovens anos foram completamente irregulares, malucos, cômicos e, sim, com episódios bastante trágicos. E foi esse apanhado de situações que me fez a pessoa que sou hoje. Boa e ruim, reservada e não, atenciosa quase sempre; e segura, muito segura. Uma segurança que só quem viveu o que eu vivi pode ter.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Meus felizes dias. Minhas irresponsáveis tocadas de campainha na casa de estranho. Minhas barulhentas corridas para fugir. Minhas intermináveis músicas nas horas mais impróprias. Meus ditados populares que envolviam uns palavrões bem cabeludos. Meus churrascos. Minha sauna queimada. Minhas promessas de casamento à la Julia Roberts e Richard Gere. Minhas desilusões amorosas. Meus sofrimentos. Minhas traições. Meus inúmeros colégios. E as inúmeras pessoas que eu conheci. Meus sinceros e eternos amigos. Meus não tão sinceros e nem tão eternos amigos. Meus nem um pouco eternos inimigos. Meus pequenos fragmentos de vida juntos nessa coisa tão sensitiva chamada memória.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Eu vivi tudo o que havia para viver. E não tinha noção do quão importante essas pequeninas situações seriam para mim. Essa leveza dos doces e jovens anos que, de tão leve, o tempo já me levou.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;É, é verdade que hoje eu posso muitas coisas que com quinze anos não podia. É verdade que hoje eu tenho o meu dinheiro e a segurança para ser dona do meu nariz. Mas todas essas coisas de hoje não fizeram falta nos meus jovens anos, e nem fariam caso me fosse dada a chance de vivê-los novamente. E simplesmente porque elas não eram necessárias naqueles tempos gostosos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Ser adolescente é mais fácil que crescer.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Essas são só algumas pequenas memórias de uma existência nem tão pequena assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32039741-6837335319869124676?l=casadamaejoana00.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/feeds/6837335319869124676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32039741&amp;postID=6837335319869124676&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/6837335319869124676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/6837335319869124676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/2008/06/esse-barco-que-descreve-um-arco.html' title='esse barco, que descreve um arco'/><author><name>Mayara Luma Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00428384773253845932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_guhMonE8-jE/R8YrEjVk-vI/AAAAAAAAABw/IAUshkD0Byo/S220/fotoindie2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_guhMonE8-jE/SErLv2GV67I/AAAAAAAAACI/cGaa7xGzXZ8/s72-c/Digitalizar0002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32039741.post-9154026545436857290</id><published>2008-02-14T21:58:00.002-03:00</published><updated>2008-02-14T22:05:55.928-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quantas crianças você vê pela rua do momento em que acorda até o que vai dormir? Quantas vezes você ouve por dia: "tio, dá uma moedinha?" ou qualquer outra variação nesse estilo, das mais dramáticas às mais absurdas: "tenho 12 irmãos, tá todo mundo com fome"; "tenho 12 anos e 12 filhos"; "minha mãe morreu e agora eu tô sozinho". Pare para pensar em quantas vezes você ouve isso? Nem sabe. Quem se importa, né? Ah, fala a verdade, você nem se importa com as crianças que batem no vidro do carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É a tal da compreensão sócio-econômica chegando ao fim", alguém importante disse isso. E graças a deus! Que compreensão ridícula, que te faz (fazia) entender esse afogamento do progresso social. Agora, que já assumimos que somos cegos por opção, convido você para uma experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine acordar, ir pra varanda e não se deparar com nenhuma visão indigesta de crianças miseráveis. Imagine passear pelo comércio e não ver o futuro da nação jogado em bueiros fétidos. Imagine não ler no jornal que uma menina de 15 anos ficou presa numa cela com 20 homens. Imagine não ter que brigar quando aqueles pivetinhos chegam para limpar o pára-brisas do seu carro. Imagine sua cidade sem pichação. Imagine as ruas sem prostitutas e travestis. Isso é uma sociedade anos luz à frente da nossa, onde o aborto é entendido como uma necessidade social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, já devem estar me colocando viva na fogueira por acreditar que o aborto é a solução para tudo. Não, não é diretamente. Mas comece a pensar nas conseqüências. Com menos criança nascendo nas áreas de risco, mais dinheiro vai sobrar pras que já estão nascidas. Com menos criança crescendo, mais dinheiro vai sobrar para ser investido nas escolas. Com menos criança estudando e com mais dinheiro de investimento, a qualidade da educação vai melhorar. Com a qualidade da educação melhorando, menos jovens vão seguir a vida do crime. Com menos jovens seguindo a vida do crime e alimentando sonhos, menos filhos eles terão. E os poucos que terão, têm grandes chances de nascer em famílias estruturadas e com condição de vida, pelo menos, razoável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se você me disser que com o aborto só ia sobrar mais dinheiro para os políticos roubarem, eu ainda tenho uma resposta: com certeza, mesmo sem investimento nenhum, vão ter menos criança vivendo em situação de risco. Não existe crime contra a vida se a vida não existe. Mas existe, sim, crime contra a vida, quando é tomado de alguém o direito de ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achou pesado, não? Então vamos pensar na vida daqueles que perderam a oportunidade de ser abortados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma história brasileira&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Madalena tinha Aids, mas só descobriu com o nascimento do sexto filho, fraco e prematuro. Ao longo dos três meses que passou na incubadora, Madalena foi visitar o filho umas três vezes, é que ela esquecia, dava preguiça, sei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando finalmente foi para casa, o bebezinho foi batizado de James Jackson pela avó, que encasquetou que ele era filho de um famoso cliente da filha, um alemão de cabelos claros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Madalena nasceu em uma família de famosas prostitutas decadentes. A mãe e a tia eram índias fugidas para o Rio de Janeiro, onde viraram putas no calçadão. Moravam no mesmo barracão de um cômodo com os seus 22 filhos ao todo, que nem pareciam irmãos ou primos, de tão diferente que eram. Toda essa filharada vivia ao deus-dará, como comentavam os riquinhos que os viam pelas ruas. Assim, não foi difícil pegar o caminho errado. Aos 30 anos, Madalena não sabia onde estava a metade de seus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Madalena começou a se prostituir aos 14 anos, quando suas irmãs sumiram e a ela teve que sustentar a mãe que já estava com a "buceta foló", como costumava dizer. Nenhum de seus seis filhos teve infância, freqüentou escola ou conheceu o lazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num sábado à noite, cansada de espancar os filhos por alguma trivialidade, Madalena deitou silenciosa na rede que herdara de sua mãe e morreu, manchada com o sangue milagrosamente saudável dos filhos. James, então, ficou órfão aos 10 anos. Resolveu, na sua cabeça infantil, mudar de vida, tentou ir para São Paulo. E foi buscando uma carona da beira da estrada, que ele conheceu o mundo. Chegou ao seu destino final depois de ser estuprado várias vezes pelo caminhoneiro velho e gordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em São Paulo, se acotovelava com inúmeras crianças nas esquinas da Faria Lima para pedir esmolas, mas percebeu que o negócio não estava rentável. Seguiu o conselho de alguns amigos e foi se prostituir no Anhangabaú. Não era fácil, a polícia viviam em cima, foi detido várias vezes e encaminhado para orfanatos. Fugiu de todos, alguém acostumado a ser livre não podia, de repente, ter suas asas cortadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos se passaram e ele conheceu uma garota, lá no Anhangabaú mesmo. Eles se apaixonaram, decidiram mudar de vida, trabalhar, casar e ter filhos. Aquela vida desregrada iria ficar para trás! Mas ela engravidou aos 15 anos e, por ser prostituta, ficava difícil saber quem era o pai. O aborto foi um fracasso e ela acabou por aumentar o índice de mulheres que morrem no Brasil por conseqüência de abortos ilegais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;James perdeu o chão de vez. Subiu o morro, começou a roubar, conheceu traficantes. Aos 18 anos, já tinha cheirado mais pó que a mãe durante a vida inteira. Felizmente não conseguiu assaltar nenhum banco. Na sua festa de admissão na maior gangue do país, morreu como Elis Regina, que sua mãe tanto gostava de ver na tevê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;James Jackson agora está enterrado, bem longe das nossas bolsas e do cú dos nossos filhos. Sua vida acabou assim como começou: silenciosa, esquecida e sofrida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achou a história mais pesada ainda, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhe a sua volta, ela pode estar sendo vivida por qualquer uma dessas crianças que passam todo dia por você, que você não olha, mas que olham para você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_guhMonE8-jE/R7TkWjVk-sI/AAAAAAAAABY/-bSsCl8eFsc/s1600-h/mulher+crucificada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5167005748594801346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_guhMonE8-jE/R7TkWjVk-sI/AAAAAAAAABY/-bSsCl8eFsc/s320/mulher+crucificada.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;"Aborto é uma questão de direitos humanos, saúde pública e justiça social"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32039741-9154026545436857290?l=casadamaejoana00.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/feeds/9154026545436857290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32039741&amp;postID=9154026545436857290&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/9154026545436857290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/9154026545436857290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/2008/02/quantas-crianas-voc-v-pela-rua-do.html' title=''/><author><name>Mayara Luma Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00428384773253845932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_guhMonE8-jE/R8YrEjVk-vI/AAAAAAAAABw/IAUshkD0Byo/S220/fotoindie2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_guhMonE8-jE/R7TkWjVk-sI/AAAAAAAAABY/-bSsCl8eFsc/s72-c/mulher+crucificada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32039741.post-631944473821541416</id><published>2008-01-14T16:44:00.000-03:00</published><updated>2008-01-14T16:46:13.655-03:00</updated><title type='text'>Eu não compro vidas pelas metade do preço</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_guhMonE8-jE/R4u759jGAnI/AAAAAAAAABQ/VrJPIvoNK4Y/s1600-h/tristeza%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_guhMonE8-jE/R4u759jGAnI/AAAAAAAAABQ/VrJPIvoNK4Y/s320/tristeza%2B2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155420802904359538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;     Como jornalista eu aprendi um monte de coisa. Diria até que seria outra pessoa se tivesse escolhido outra área pra trabalhar. E com certeza essa outra pessoa não faria as interpretações malucas que eu faço da realidade, até porque ela não teria esse maldito olhar jornalístico treinado para ver o diferente, o “fato-bombástico”, ou nem tão bombástico assim. Enfim, chega de condicionais passados que o assunto não tem nada a ver com ser ou não ser um comunicólogo. Até porque, venhamos e convenhamos, eu, comunicóloga, tá complicado!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;       Vou me reportar ao último dia 31. Último dia do ano, o balneário lotado, com todas aquelas pessoas que vivem cinco dias por ano, os do carnaval, e eu. Eu. Com nojo de praia, sol e tudo o que remete a esse verão filho duma puta que faz no Brasil. Bem, tinha tudo, menos água. Foi um quase-fracasso: quase a ceia não sai, quase eu não tomo banho, quase eu não escovo o dente, quase a terra completa seu ciclo comigo na cama, dormindo. Quase. Onze e meia, de pijama: “Vamos pra praia!”. E como toda boa farofa brasileira, lá fomos nós, com champagne e taças de plástico na mão. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;       Nem roupa branca eu tinha. E lá fui eu com uma multicolorida, que pedia amor, esperança, paixão, paz, sexo, dinheiro, saúde. Encontrei um espaçinho num banco e resolvi sentar, mas logo na frente de quem? Da realidade que só um jornalista ou humanitário vê na noite de reveillon. Uma criança, de 10 ou 11 anos, sentada no meio fim, amassando garrafas de metal pra vender por uma mixaria. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;       Aí, alcancei um nível de abstração tal, que já não nem ouvia o que falavam perto de mim. De alguma maneira, aquela criança me tocou. Tocou alguma coisa que me fez acreditar que tava tudo muito errado. É bem verdade que eu nunca gostei de reveillon, mas aquela cena me fez pensar quão ridículo nós somos. Novo ano, tempo de renovar as esperanças, de prometer mudanças e de esquecer tudo isso no dia seguinte, quando o porre passa. É uma pena que tudo do brasileiro se acabe na quarta-feira. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;       No vai e vem da calçada, com meu olhar fixo interrompido pelas pernas brancas que passavam, com a minha vida fluindo no ar com as (des)esperanças daquele menino, alguém me bateu na cabeça: “Alô, meia-noite, 2008!!”. E eu que já não sou muito de fazer promessa, meu único pensamento de ano-novo foi “fazer o bem, sem olhar a quem”. E essa eu vou cumprir. Sabe por quê? Porque eu não quero que as crias das crias das minhas crias encontrem um mundo com vidas quase vividas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32039741-631944473821541416?l=casadamaejoana00.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/feeds/631944473821541416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32039741&amp;postID=631944473821541416&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/631944473821541416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/631944473821541416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/2008/01/eu-no-compro-vidas-pelas-metade-do-preo.html' title='Eu não compro vidas pelas metade do preço'/><author><name>Mayara Luma Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00428384773253845932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_guhMonE8-jE/R8YrEjVk-vI/AAAAAAAAABw/IAUshkD0Byo/S220/fotoindie2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_guhMonE8-jE/R4u759jGAnI/AAAAAAAAABQ/VrJPIvoNK4Y/s72-c/tristeza%2B2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32039741.post-8419888900901047076</id><published>2007-10-03T16:07:00.000-03:00</published><updated>2007-10-31T22:01:23.823-03:00</updated><title type='text'>A gosto de agosto</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_guhMonE8-jE/RyklTz7K6dI/AAAAAAAAAA0/6rKZUjKqxec/s1600-h/casamentonick2alt.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_guhMonE8-jE/RyklTz7K6dI/AAAAAAAAAA0/6rKZUjKqxec/s320/casamentonick2alt.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127670673024149970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;            Este não é um texto sobre ela ou sobre eu e ela. É sobre uma época boa da vida, em que todos éramos heróis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Por muito tempo me cobrei, achava que precisava escrever sobre ela, sobre a gente, sobre tudo o que foi vivido. Mas não saia. Simplesmente não saia. Tentei várias vezes, mas as palavras fugiam, os verbos não conseguiam ser conjugados e a idéia de que nós, agora, estávamos distantes não era concebida. Então, o tempo passou, o trabalho aumentou, as provas chegaram. A desculpa pra quem não quer viver é sempre o trabalho. Me afoguei num sem fim de trabalho, de estudo, acabei com meu tempo. Tudo para não pensar que agora tomávamos rumos diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A última festa, à fantasia, para lembrar da época sem noção da nossa vida. A rainha de copas, a bruxa fajuta, o metaleiro delicado, o senhor incrível e a morte. A gente se olhava como se alguma coisa muito séria fosse acontecer. Aconteceu. Nicole, nick, bebichta, nilde, minha bbxa. Se ela soubesse a falta que as noites de sábado fazem, se ela soubesse a falta das risadas gostosas, às 5 da manhã, no supermercado, das festas mais absurdas, do roupão...enfim, dela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Luz da minha vida, da vida de todos nós. Depois de você, as outras são só as outras. Nossa vida tinha mais sentido juntas. Meu domingão de sol, meu concerto de rock’ roll, você me deixou pensando o que eu faço, agora, da vida sem você? O chopp de vinho parece que esquentou, o café esfriou, os marlboros perderam o sabor. Que saudades, meu eterno esquema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            De longe, ela era a mais concorrida das baladas. A gente não só esquecia de todos os problemas, como ainda se perguntava se algum dia tinha tido algum. Era o inferninho mais inferninho que jamais existiu. Minha chapação! Quem precisa de terapia quando se tem bbxa, todo final de semana, todo dia, 24 horas? Minha mais avançada das terapias! Agora, princesa, eu preciso fazer terapia não pra te esquecer, mas pra aprender a viver longe de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Desde que ela se foi, os sábados viraram noites normais, como qualquer outra. Que saudades... das nossas alucinações, dos nossos selinhos divertidos, da época em que Lucy tocava muito alto e as cortinas pareciam véus de noiva. De quando o prédio se incomodava com a nossa presença, do vovô Velho Barreiro, dos puteiros, dos lugares mais absurdos, das inúmeras caipirinhas, das músicas desconhecidas, da grama do Banco do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Minha Rainha de Copas, queria voltar no tempo e fechar o rombo que ficou no meu coração, pegar minha varinha de condão e te trazer de volta. Ah, galega, eu tento descrever o que era estar com você, mas acabo não conseguindo dizer. Princesa, todo mundo sabe que eu era melhor com você!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a gente foi herói, não foi porque fez coisas admiráveis, e sim porque fez o que queria fazer sem se preocupar com as consequências. Hoje a gente carrega o peso dos erros de quem não tinha medo de tentar. Agora chegou a hora de terminar, as lágrimas já me molham.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agosto do desgosto. Bbxa, naquele agosto, você me deixou a gosto do desgosto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mayara Luma Maia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32039741-8419888900901047076?l=casadamaejoana00.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/feeds/8419888900901047076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32039741&amp;postID=8419888900901047076&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/8419888900901047076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/8419888900901047076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/2007/10/gosto-de-agosto.html' title='A gosto de agosto'/><author><name>Mayara Luma Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00428384773253845932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_guhMonE8-jE/R8YrEjVk-vI/AAAAAAAAABw/IAUshkD0Byo/S220/fotoindie2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_guhMonE8-jE/RyklTz7K6dI/AAAAAAAAAA0/6rKZUjKqxec/s72-c/casamentonick2alt.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32039741.post-4113685931913757149</id><published>2007-07-15T23:45:00.000-03:00</published><updated>2007-07-15T23:49:47.056-03:00</updated><title type='text'>Pequenos fragmentos de alguém</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_guhMonE8-jE/RprcIIo5ySI/AAAAAAAAAAs/meqRqPN8IbI/s1600-h/fotoindie2mod.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087620761384503586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_guhMonE8-jE/RprcIIo5ySI/AAAAAAAAAAs/meqRqPN8IbI/s320/fotoindie2mod.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Logo na entrada, um mensageiro dos ventos. A passagem pela porta guarda uma infinidade de subjetividades: roupas penduradas, estrelas cintilantes no teto, um som, mais de um som, um rádio, dois mp3 players, fotos, um quê de música, Beatles... De tudo um pouco. Um quê de cada um que visita. A eterna bagunça, que antes era mascarada pelo “esse final de semana eu arrumo”. Com o tempo passou a ser “nas férias eu arrumo”, e depois foi aceito de tal forma que o pandemônio passou a ser desculpado por “é assim mesmo e não vai mudar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No banheiro, fragrâncias de um jardim. De algum lugar perdido. Cremes e sabonetes de uma frescura ímpar. Mas não se engane, ainda há calcinha pelo chão, toalhas enroladas e a terrível mania de esquecer a pasta de dente aberta. Um som, que já quebrou mil vezes por pegar respingos do banho. Sempre um tapete no chão, e agora, com as luzes todas queimadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma bicicleta que nunca foi usada. Dvd’s espalhados. Uma gaveta de CD. Um armário de bolsas, agora, arrumado. A mesa do computador, que abriga tudo: trabalhos a serem digitados, releases já enviados, livros e CD’s. A estante de livro revela alguém que ama ler. Os livros de história, tão úteis no vestibular, permanecem, mostrando alguém que se apaixona pelos caminhos já traçados. Agora, um ventilador, para salvar as tardes quentes insuportáveis. Um ar condicionado, que só é ligado à noite, porque gasta energia e energia consome água e água, um dia, apesar do aquecimento global, pode faltar. Alguém que não quer ter filhos se o mundo continuar esquentando assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As comunidades virtuais denunciam muita coisa: a cervejinha do final de semana, o estilo louco de vida, a guerra contra o preconceito e contra a guerra travada contra as drogas. Igualdade, palavra chave. Mulheres independentes, é uma. Queimada viva na fogueira por acreditar que a solução para a miséria é a legalização das drogas, do aborto e a educação. Se a mãe tem o direito de escolher enquanto o feto não pode viver fora dela, então poderia ser abortada, mesmo já sendo uma mulher. Demorou a se dar conta, mas não consegue viver longe da mãe. Mãe, mãezinha, pra quem não sabe dizer não, que de tão diferente, ficou tão parecida. E fica imaginando, quando for embora para a cidade dos sonhos, porque também de lá não sabe viver fora, quem vai cuidar e quebrar os galhos e brigar até acabar a voz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudou muito convivendo com os animais. Se sensibiliza agora com muitas coisas, e agradece por isso, se sente humana. Apesar de achar que a raça humana não é digna dela, às vezes preferia ser um animal. O melhor professor foi um cachorro, de quem nunca vai esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão individual e tão coletiva. Compra briga fácil se for por justiça. Não tem medo e nunca teve de mostrar a cara, e às vezes leva porrada por isso. Não é dessas que aceita, briga quando acha que alguma coisa está errada. Mesmo que seja a única a brigar. Às vezes é mãe, responsável e competente. Às vezes é filha levada, inconseqüente. Mas é assim porque é livre, dona de si mesma. As raízes pertencem não a um lugar, e sim a uma vida. A casa, o lar, é aqui mesmo, é aí, é em qualquer lugar propício a se tornar um lar. Se acostuma fácil, e se desacostuma também. Há quem diga que é fria, outros que é queeente! Na verdade, é uma só, uma sua, que abriga várias outras. Outras que sentem, e por isso, choram, riem, gritam, gozam. Vive porque a “vida é um sopro”, que de piscar em piscar, de repente, vira hipótese. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32039741-4113685931913757149?l=casadamaejoana00.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/feeds/4113685931913757149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32039741&amp;postID=4113685931913757149&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/4113685931913757149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/4113685931913757149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/2007/07/pequenos-fragmentos-de-uma-pessoa.html' title='Pequenos fragmentos de alguém'/><author><name>Mayara Luma Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00428384773253845932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_guhMonE8-jE/R8YrEjVk-vI/AAAAAAAAABw/IAUshkD0Byo/S220/fotoindie2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_guhMonE8-jE/RprcIIo5ySI/AAAAAAAAAAs/meqRqPN8IbI/s72-c/fotoindie2mod.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32039741.post-7448431367846382647</id><published>2007-06-02T01:37:00.000-03:00</published><updated>2007-06-02T02:01:17.899-03:00</updated><title type='text'>Like a Bird</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_guhMonE8-jE/RmD45jBnhFI/AAAAAAAAAAk/uqigQB9KS-8/s1600-h/amizade.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071326847957435474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_guhMonE8-jE/RmD45jBnhFI/AAAAAAAAAAk/uqigQB9KS-8/s320/amizade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Às vezes a gente esquece do quanto a vida é frágil. Como disse o poeta: são demais os perigos dessa vida para quem tem paixão. Paixão por qualquer alguém, pela mãe, pela amiga, pelo namorado. Uma paixão forte, dessas que ocupa o coração todo e quando se vai leva a nossa vida junto. Hoje, só hoje, me dedico a escrever o que não sei explicar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas coisas aconteceram, mas o pós, o pós... é hoje, é até hoje, é só hoje...Ás vezes eu lembro e faço questão de esquecer, às vezes eu faço questão de lembrar por medo de esquecer: a gargalhada, as unhas sempre por fazer, os palavrões, a inconstância da constância de não te ter. De tudo, restaram muitas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...é assim, um eterno não fim, na minha vida, você. Não há ninguém que explique e pouquíssimos que entendam. Daquele dia eu lembro tudo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era feriado, ou pré-feriado, sei que não fui para aula. Tava até meio tristonha, nem sei porquê. Na véspera, houve um churrasco, não conseguiram falar com ela. Eu também não fui, era aniversário do meu pai. Uma semana antes eu liguei para ela, tirei dúvidas sobre ligações interurbanas, e como sempre: “ei, vou te ligar depois com mais calma, pra gente conversar..”. Não deu tempo. São demais os perigos dessa vida para quem tem paixão. Mas a vida é nada sem paixão. Quando acabou meu filme, fui para uma insana aula de redação. Voltei. Disse que ia dormir cedo para acordar melhor no outro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma e vinte e sete da manhã. Não podia ser verdade. Um tornado de sentimentos estranhos e indesejáveis assolou meu coração. Me tremi por cinco minutos, até conseguir ligar para alguém, que, igualmente, não queria sentir o não sensível, ou talvez, sensível até demais.. O choro não veio. Veio o que meu pai convencionou chamar de choque. “Pega o frontal, dá na boca, ela pode quebrar o copo.” Era involuntário, tudo tremia. O choro não vinha, o que era ainda mais preocupante. De repente, o celular virou um agente funerário. E eu que já não sabia mais o que fazer, só dizia a verdade à quem me ligasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Wlad tava no Jô, o lençol era azul e o cobertor rosa. O pijama nem lembro bem. Essa combinação, nunca mais fiz. Cinco e quarenta e cinco. Ainda havia uma ponta de esperança. Eu vi. Eu vi na pior situação que se pode ver. Aí veio o choro, a dor, a tristeza. Meu coração parou para a dor entrar. Chorei tanto, até acabarem as lágrimas, chorei tudo o que podia, chorei o que não podia. Eu chorei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todos, o dia mais triste. Ninguém queria ficar sozinho. Todo mundo sentia a mesma coisa. Uma dor que faz a gente não querer que a noite chegue, pra não ter que dormir e quando dorme, não quer que o dia chegue pra não ter que acordar. É quando o céu vai embora e a terra é tirada dos nossos pés. Eu fiquei perdida, recitando Molin Rouge com amigas que eu tinha cultivado a vida inteira, temerosa de que elas, também, me fossem tiradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três dias depois, a rotina. Na aula, com a pior feição, com o olhar mais triste de todos, as pessoas pareciam olhar com compaixão, com pena. Mas eu, imponente como sempre, decidi que ia passar, como, na avenida, um samba popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi uma semana, não foi um mês, nem dois. Muito menos meia-dúzia. A dor cedeu lugar para a saudade. As conseqüências foram longe demais. Os traumas. E de novo, a saudade. Sempre a saudade. O vazio foi pertencido pela saudade. Essa ausência da presença que te guardou no meu peito.Tudo tem limite, a minha dor, nunca teve. Eu suporto, não aceito nem entendo. Só hoje eu suporto não te ter. Só hoje, sabendo que enquanto eu respirar vou me lembrar de você. Só enquanto eu respirar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32039741-7448431367846382647?l=casadamaejoana00.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/feeds/7448431367846382647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32039741&amp;postID=7448431367846382647&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/7448431367846382647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/7448431367846382647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/2007/06/like-bird.html' title='Like a Bird'/><author><name>Mayara Luma Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00428384773253845932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_guhMonE8-jE/R8YrEjVk-vI/AAAAAAAAABw/IAUshkD0Byo/S220/fotoindie2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_guhMonE8-jE/RmD45jBnhFI/AAAAAAAAAAk/uqigQB9KS-8/s72-c/amizade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32039741.post-6751513418731585697</id><published>2007-04-08T01:33:00.000-03:00</published><updated>2007-04-08T01:45:02.985-03:00</updated><title type='text'>Um Grande Dia Para a Liberdade</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_guhMonE8-jE/Rhhx7LSh-mI/AAAAAAAAAAc/iS6D0qlqz0k/s1600-h/Montagem+Anos+DoidÃµes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050912243552746082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_guhMonE8-jE/Rhhx7LSh-mI/AAAAAAAAAAc/iS6D0qlqz0k/s320/Montagem+Anos+Doid%C3%B5es.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje eu desejei nadar como os golfinhos na música do Bowie. Desejei, para ir embora daqui, bem longe, onde eu possa ser uma heroína para matar Kurt Cobain devagarzinho. Mas aí, lembrei que longe é um lugar que não existe ou aonde a gente nunca vai. Na verdade, desejei hoje, viver outra época, em outro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só de pensar nos morangos silvestres, na revolução nove, fico toda arrepiada. Nascer na época errada, no lugar errado, não tem merda de preço que pague, o ingresso (se houvesse tido) para ver o último show dos Beatles. Lembrar, ainda que em sonhos, do Elvis falando que é agora ou nunca, fico enlouquecida, para não dizer excitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tudo o que eu não vi, não vivi, não senti, existe Lucy, para me fazer imaginar táxis de jornal, tortas de marshmellow e um caleidoscópio imenso em meus olhos. Loucura? Não, nostalgia do que eu não conheci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, Morrison, me toque! Você não pode ver que eu não estou assustada? Não, não tô mesmo, ainda que eu saiba que você já morreu. Acenda meu fogo enquanto a gente dirige no meio da tempestade, porque eu vou te amar até as estrelas caírem do céu. Você me faz ter tesão pela vida, e eu não me importo se nós fizermos um triângulo amoroso bizarro com meu rei Iggy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, eu não me importaria se todos nós morrêssemos hoje, porque os meus heróis já morreram de overdose há muito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que poucas pessoas entenderam esse “manifesto” pós-moderno. Esse é um breve e simples tributo à música, por todas as fases que eu só vi, vivi e senti em sonhos. Mas, um dia, hei de me encontrar com eles, e então, juntos, seremos heróis só por um dia. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32039741-6751513418731585697?l=casadamaejoana00.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/feeds/6751513418731585697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32039741&amp;postID=6751513418731585697&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/6751513418731585697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/6751513418731585697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/2007/04/um-grande-dia-para-liberdade.html' title='Um Grande Dia Para a Liberdade'/><author><name>Mayara Luma Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00428384773253845932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_guhMonE8-jE/R8YrEjVk-vI/AAAAAAAAABw/IAUshkD0Byo/S220/fotoindie2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_guhMonE8-jE/Rhhx7LSh-mI/AAAAAAAAAAc/iS6D0qlqz0k/s72-c/Montagem+Anos+Doid%C3%B5es.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32039741.post-9197849738554980624</id><published>2007-02-20T00:44:00.000-03:00</published><updated>2007-02-20T00:59:57.262-03:00</updated><title type='text'>Ela Mesma e as Outras</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_guhMonE8-jE/RdpyCvEH6UI/AAAAAAAAAAM/0zMZROR27kU/s1600-h/cama.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5033460924859017538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_guhMonE8-jE/RdpyCvEH6UI/AAAAAAAAAAM/0zMZROR27kU/s320/cama.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele entrou na casa dela meio desconfiado, como se fosse ser atacado por um cão ou dar de cara um casal transando na sala. Mas nada disso aconteceu, só havia umas cervejas em cima da mesa e um livro do Fernando Pessoa, poeta preferido dela, jogado no sofá. Ninguém tinha chegado, e ele, por isso, se sentiu mais à vontade. Com o tempo, os amigos começaram a chegar, aos poucos, e ele foi conhecendo um a um. A festa começou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Muita birita, mas muita mesmo, nem ele, bem mais velho, já tinha ido a uma festa onde as pessoas bebessem tanto. Lá pela terceira grade, chegou o Anjo. Aí, ele começou a olhar torto, sem entender mais porra nenhuma. “Que caralho tá acontecendo aqui?” A verdade era que estava todo mundo tão bêbado que nem iam lembrar se fumassem um baseado ou dois, ou tomassem um ácido pra viajar. Mas pra ele, aquilo já estava absurdo demais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Ei, vem aqui, quê que isso?”. “Droga, conhece? Muito bom!”. Não, era demais, ele não tava entendendo nada e só estava lá pra ver onde aquela festa de merda ia acabar. De merda pra ele, ela tava amando! E acenderam, começaram a fumar adoidados, misturando tudo, e começaram a rir muito. E ele olhava impressionado. Esperaram um pouco e passaram pro ácido. “Ah, esse é bom! Pega meu laptop que agora eu termino o livro!”. E foi uma risada geral, afinal, no máximo, ela ia conseguir trocar as teclas e achar que o monitor era uma nuvem de chuva.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“O som…” Alguém lembrou do som. Botaram The doors no jukebox e deixaram rolar enquanto curtiam a “liga”. De repente, resolveram dançar, e ele, já estava pra morrer, achando aquilo o fundo do poço da degradação humana. Dançaram berrando: “...Now touch me baby, cant you see that i’m not afraid...?”. E no ápice dos lindos sonhos delirantes, elas se beijaram.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Era verdade que eles não se viam há muito tempo, mas virar lésbica, ah, isso sim era absurdo demais! Ele olhou perplexo e quando o beijo cinematográfico acabou: “ei, isso é cotidiano?”. “Querido, cotidiano é uma música do Chico Buarque.” E ele ficou impressionado de ela ainda conseguir lembrar disso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32039741-9197849738554980624?l=casadamaejoana00.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/feeds/9197849738554980624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32039741&amp;postID=9197849738554980624&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/9197849738554980624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/9197849738554980624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/2007/02/ela-mesma-e-as-outras.html' title='Ela Mesma e as Outras'/><author><name>Mayara Luma Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00428384773253845932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_guhMonE8-jE/R8YrEjVk-vI/AAAAAAAAABw/IAUshkD0Byo/S220/fotoindie2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_guhMonE8-jE/RdpyCvEH6UI/AAAAAAAAAAM/0zMZROR27kU/s72-c/cama.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32039741.post-116795136193835128</id><published>2007-01-04T19:37:00.000-03:00</published><updated>2007-01-04T19:56:01.950-03:00</updated><title type='text'>Bom dia, Tristeza.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4539/3494/1600/915078/solidao.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4539/3494/320/309226/solidao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sempre achei besteira desejar “feliz natal”. É meio óbvio que o Natal sempre é uma data feliz, salvo raros casos de doenças, perdas, tragédias…coisas assim. Mas percebi que não, às vezes uma tristeza pode se instalar silenciosamente e roubar a magia que o Natal guarda. E foi assim. Uma tristeza me abateu e se apossou tão calmamente, que quando percebi, já nem tinha forças pra sair da cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei me perguntando que diabos era aquilo? O que estava acontecendo? Eram aquelas malditas forças ocultas vindo me atormentar justo no Natal. Justo no Natal! E então, foi a pior véspera da véspera de Natal da minha vida. Fiquei perambulando, como se estivesse procurando algo, e estava, minha vida, talvez. Não importa o que me falassem ou o que fizesse, meus pensamentos sempre se voltavam pra aquela maldita tristeza, que eu já estava pra dar um nome, de tão íntima que estávamos. Aliás, sempre fomos. Imagine uma coisa que mora com você, sai com você, fala com você. No fundo, a gente já era até amigas. Mas a que ponto eu cheguei? Amiga da tristeza… Acho que estou pobre de amigos. Deplorável, deplorável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, eu acordei na véspera de Natal, pedindo que o Papai Noel tivesse me deixado um presente antecipado: felicidade. Mas que nada, acordei querendo não acordar. Me levantei, quase arrastada, e fui…e fui…fui fazer coisas que se faz na véspera de Natal. Na verdade, se bem me lembro, não tinha era nada pra fazer. Que milagre, eu que sempre vivo atarefada, lendo, comendo, dirigindo, tudo ao mesmo tempo. Acho que foi essa falta do que fazer que permitiu que a tristeza se instalasse. Ou não, foi o remédio que eu esqueci de tomar. O maldito remédio! Ou não foi nada disso, foi baixa resistência do sistema nervoso. E eu não deveria estar fazendo essas suposições, eu disse que iria falar do Natal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, voltando ao Natal. Passei a véspera fora de casa, com outra família, na verdade, a minha segunda, sem parar de pensar na primeira. A ceia foi como haveria de ser, e eu…eu já nem sei dizer como estava. Quando tudo acabou, saí, com a esperança inútil de que meu Natal melhorasse. Perdi a chance de ficar em casa tendo uma boa noite de sono. Fazer o quê? Essa tristeza é avassaladora mesmo, e no pior sentido da palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enfim, as coisas começaram a melhorar. As águas, de turvas, passaram a translúcidas e depois clarearam até a transparência. A tristeza me deixou e com certeza foi assolar a outro. Que pena, justo no reveillon. Justo no reveillon! Uma coisa eu percebi nesse Natal, que Elis, quando disse: “tristeza não tem fim, felicidade, sim”, estava certa; não porque a gente passa mais tempo chorando do que rindo, e sim porque quando mergulhamos num poço de tristeza não encontramos um motivo sequer pra sorrir, enquanto que a felicidade, frágil como há de ser, sempre esbarra numa pontinha de &lt;em&gt;tristesse&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mayara Luma Maia&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32039741-116795136193835128?l=casadamaejoana00.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/feeds/116795136193835128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32039741&amp;postID=116795136193835128&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/116795136193835128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/116795136193835128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/2007/01/bom-dia-tristeza.html' title='Bom dia, Tristeza.'/><author><name>Mayara Luma Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00428384773253845932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_guhMonE8-jE/R8YrEjVk-vI/AAAAAAAAABw/IAUshkD0Byo/S220/fotoindie2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32039741.post-116122236649868342</id><published>2006-10-18T22:44:00.000-03:00</published><updated>2006-10-18T22:46:06.500-03:00</updated><title type='text'>Crônica da Vida Moderna</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O escritório estava em polvorosa: haviam lançado o melhor, o mais moderno, o mais rápido, o mais esplendoroso programa de informática. O que a gente fazia em mais de uma hora, agora seria feita em apenas um minuto. Todos estavam tão impressionados: “Oh, é a invenção do milênio”, “é o máximo, não?!”. Bem, pra mim, não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele ambiente eufórico, eu parecia a única calma e nada impressionada com tal lançamento. Mas que merda de programa, hein! Se pelo menos ele fosse me ajudar a sair mais cedo.... Mas não, quanto mais cedo termino o que tenho pra fazer, mais trabalho me dão. Será que ninguém pensou nisso não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época dos meus avós não era assim. E eu não vou botar a culpa no capitalismo, a culpa é mesmo minha, sua, de todo mundo. A gente vive correndo, só não sei pra onde. Às vezes parece que a nossa geração nasceu com uns genes mutantes que deram origem a uma pressa estranha. A gente nasceu com o instinto de pegar sempre o primeiro metrô que estiver chegando, independente de quantas pessoas já estejam nele e quantas ainda estejam para entrar. Nasceu pra decorar a cor do ônibus,e com o tempo pegá-lo, sem mais, nem mesmo, ler o nome. Nasceu pra correr entre os trilhos do trem das cidades grandes. Tanta pressa, pra quê? Pra onde a gente corre tanto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, sinceramente, não sei. Ninguém deve saber. Sempre vai ter trabalho mesmo. E é sempre tudo igual. Também não sei porque a correria. Os metrôs sempre vão passar no mesmo horários, sempre vão estar com a mesma lotação e sempre vão correr nos mesmos trilhos. A minha casa sempre vai estar lá me esperando. Meus amigos, meus amores; é bem verdade que eu posso perdê-los a qualquer momento, mas a riscos todos nós estamos expostos, não posso viver correndo para vê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a pressa já seja inerente a condição humana. Talvez isso seja resultado da nossa necessidade de ocupação integral do tempo, ou vice-versa. Talvez você ache essas suposições um tanto malucas, apesar de eu achá-las bem verdadeiras. Mas a grande questão é : pressa, pra onde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vieram me perguntar o que eu tinha achada do maravilhoso programa. Eu disse: “Ah, legal”. “Só isso? Tá louca, né?”. Eu, louca? Há-há-há. Só rindo mesmo. Eles é que tão comemorando porque vão trabalhar mais, e eu é que estou louca? Oh, céus, esse mundo está perdido mesmo! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32039741-116122236649868342?l=casadamaejoana00.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/feeds/116122236649868342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32039741&amp;postID=116122236649868342&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/116122236649868342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/116122236649868342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/2006/10/crnica-da-vida-moderna_18.html' title='Crônica da Vida Moderna'/><author><name>Mayara Luma Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00428384773253845932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_guhMonE8-jE/R8YrEjVk-vI/AAAAAAAAABw/IAUshkD0Byo/S220/fotoindie2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32039741.post-115992759494252124</id><published>2006-10-03T23:02:00.000-03:00</published><updated>2006-10-03T23:06:34.956-03:00</updated><title type='text'>Mon Unique Project</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4539/3494/1600/tristeza.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4539/3494/320/tristeza.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem Lolita, nem Anita. Para mim, foi Lenita. Estatura mediana, olhos verdes-mar, cabelos cacheados cor -de- mel, pele branca, quase pálida, e linda, linda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu entre a quarta e quinta década de minha vida e pelos 15 anos dela. Era uma daquelas amiguinhas novas que minha filha arranjava pelo colégio, e me apareceu às duas da tarde de uma terça-feira estressante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um anjo, como uma deusa, como um pecado que desarruma nossos pensamentos, para mim, foi a estrada para a perdição. Com ela me perdi, no tempo, nos sentimentos... Perdi a razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu, como eu queria que acontecesse desde aquela terça-feira. E foi intenso. E eu já me sentia parte dela. E me apaixonei por aquela linda demônia, que desarranjou minha vida, me tirou os pés do chão, me enlouqueceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lado dela o tempo voava; as borboletas eram mais coloridas; o mar era mais agitado; e o mais forte vendaval, parecia uma simples brisa. Ela era o paradoxo mais perfeito que jamais existiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior que a morte, que o ciúme, foi vê-la nos braços de outro. Era um menino esguio, de 16 ou 17 anos, que a segurava como um troféu. Enquanto eu, a via com meu mais precioso tesouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi minha menina. Perdi meu sonho mais amargo e restaram as mais doces lembranças. Nunca lhe cobrei explicação, nem seria preciso. Era óbvio que, um dia, aquela realidade surreal iria chegar ao fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fiquei, com aqueles 15 e poucos anos, dos quais dois me julgo dono, daqueles sonhos infantis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mayara Luma Maia&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32039741-115992759494252124?l=casadamaejoana00.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/feeds/115992759494252124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32039741&amp;postID=115992759494252124&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/115992759494252124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/115992759494252124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/2006/10/mon-unique-project.html' title='Mon Unique Project'/><author><name>Mayara Luma Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00428384773253845932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_guhMonE8-jE/R8YrEjVk-vI/AAAAAAAAABw/IAUshkD0Byo/S220/fotoindie2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32039741.post-115726544303390230</id><published>2006-09-03T03:34:00.000-03:00</published><updated>2006-09-03T03:37:23.046-03:00</updated><title type='text'>Luz da Minha Vida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4539/3494/1600/avenida-paulista.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4539/3494/320/avenida-paulista.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Luzes. Tantas luzes nesse mar de gente. Gente. Tanta gente nesse mar de luzes. Vida. Tantas vidas cruzadas nessas ruas sem fim. Fim, sem fim. Milhões de habitantes num espaço sem fim. E o metrô, às seis da tarde, mais parece um formigueiro, correndo não sei para onde. Formigueiro das vidas sem fim desse Brasil.&lt;br /&gt;Ah, São Paulo! Minha grande São Paulo. São Paulo das músicas, da esquina das avenidas São João e Ipiranga, das tardes tão frias em busca do teu calor. São Paulo da Europa, da Estados Unidos, das Nações Unidas, do Brasil... dos jardins do mundo inteiro. Paulista de sotaques nordestino, Faria Lima falando inglês, dos Pinheiros mais altos do mundo. São Paulo da minha vida!&lt;br /&gt;Capital do Nordeste, do Norte, do Sudeste, do Brasil inteiro. Capital da minha vida. São Paulo tem trânsito, mas tem Liberdade. Só quem vive aqui entende o mundo de mundos que há nessa cidade. De uma calma tarde fria tocando violão no MASP, a uma irritante manhã na marginal engarrafada. Aqui nada é perda de tempo, não para mim, que morro de saudade da minha São Paulo.&lt;br /&gt;São Paulo, que nos jornais vai sair na 1° edição, cena de sangue num bar da Avenida São João. São Paulo cantado em versos e trovas. São Paulo que roubou a minha vida. Que as luzes fortes ofuscaram a minha vista. São Paulo aonde me fiz gente, onde as luzes refletem a minha vida. Me enraizei em ti, nas tuas enormes ladeiras, nas tuas paralelas que, de repente, se encontram, formando uma esquina. Me acabo em ti, onde minha vida paralela às tuas, se encontram, formando uma esquina de misturas, na qual me sinto presa. Presa com prazer, por ser mais uma das tuas prezas.&lt;br /&gt;São Paulo, meu amor! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mayara Luma Maia                                                                                                                    01/09/06&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32039741-115726544303390230?l=casadamaejoana00.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/feeds/115726544303390230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32039741&amp;postID=115726544303390230&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/115726544303390230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/115726544303390230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/2006/09/luz-da-minha-vida.html' title='Luz da Minha Vida'/><author><name>Mayara Luma Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00428384773253845932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_guhMonE8-jE/R8YrEjVk-vI/AAAAAAAAABw/IAUshkD0Byo/S220/fotoindie2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32039741.post-115491327067040254</id><published>2006-08-06T21:59:00.000-03:00</published><updated>2006-08-06T23:48:40.600-03:00</updated><title type='text'>Uma Taça de Nostalgia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4539/3494/1600/taca-de-vinho.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4539/3494/320/taca-de-vinho.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dizem que com o tempo a distância entre mães e filhas diminui, e o que resta são antigas amigas bebendo vinho tinto, e conversado sobre homens. E foi o que aconteceu. Quando me dei conta estávamos deitadas numa cama king size trocando receitas culinárias. Estranho, mas verdadeiro!&lt;br /&gt;Estávamos como antigas amigas, sem mais aquele receio de estar na frente da “tia fulana” ou de falar, sem querer, alguma coisa que não devia. Segredos agora, não existem mais! E as receitas eram só um pretexto para estarmos juntas. Copiamos novos pratos, discutimos o tempo que as comidas deveriam permanecer no fogo, até que mudamos de assunto.&lt;br /&gt;Enquanto todo esse assunto culinário corria, a novela passava desapercebida, até que uma personagem, da nossa idade mais ou menos, revelou ao namorado que estava grávida. E aí começamos a falar de sexo, de novo como antigas amigas. A “tia fulana” (muito mais para fulana do que para tia) revelou que seu maior medo na adolescência era engravidar. Com tal declaração, constatamos que ela já não era mais virgem quando casou, provando que as coisas, antigamente, eram exatamente como são hoje. E aí começamos a falar de orgasmos, medos, inseguranças, como prender e perder um homem. Sempre como antigas amigas.&lt;br /&gt;Depois fomos para a cozinha, comemos, rimos, reclamamos dos namorados e, ela, do marido. Reclamamos como mulheres que reclamam da vida, dos preços que sempre sobem, da casa que está sempre bagunçada. Reclamamos dos guardas de trânsito, das crianças que crescem cada dia mais cedo...e de repente, me dei conta de que somos mulheres agora, não mais as adolescentezinhas de ontem.&lt;br /&gt;Tanto assunto, tanto papo, trouxe uma nostalgia ainda desconhecida, que nos trouxe a imensa vontade de ler antigas cartas e reviver alguns momentos. Vasculhamos, descobrimos caixas que guardam parte da nossa história. Convites de 15 anos, cartões de aniversário, e cartinhas de eternas amigas. Revivemos grandes momentos, enquanto pensávamos o que cada um de nós estava fazendo agora. Percebi que já não somos tão novas, nem tão velhas. Já temos história para contar e lembrar, enquanto ainda existem muitas páginas da nossa vida em branco.&lt;br /&gt;E como essa noite terminou? Ah, nossas conversas entraram pela madrugada. Esquecemos de todos os compromissos que tínhamos no dia seguinte. E na hora de ir embora, a única coisa que faltava: “ ei, meninas, quando vocês voltam aqui para a gente tomar um vinhozinho?”&lt;br /&gt;Em breve, tia, espero que muito em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mayara Luma Maia&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32039741-115491327067040254?l=casadamaejoana00.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/feeds/115491327067040254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32039741&amp;postID=115491327067040254&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/115491327067040254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/115491327067040254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/2006/08/uma-taa-de-nostalgia.html' title='Uma Taça de Nostalgia'/><author><name>Mayara Luma Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00428384773253845932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_guhMonE8-jE/R8YrEjVk-vI/AAAAAAAAABw/IAUshkD0Byo/S220/fotoindie2.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32039741.post-115448897381309466</id><published>2006-08-01T23:58:00.000-03:00</published><updated>2006-08-02T00:22:53.820-03:00</updated><title type='text'>Love generation, que nada! Fluotexine lovers generation!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4539/3494/1600/prozac.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4539/3494/320/prozac.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Foram cinco, cinco caixas de felicidade. Não era à toa tanto riso, tanta alegria, nem foi de graça. A felicidade custa caro. Para quem não sabe ou não conhece, a felicidade vende bem pertinho de casa, ali na esquina ou naquele cruzamento difícil de estacionar. Ela custa alguns tostões, mas infelizmente, está sob o controle de uns caras que vestem branco e têm um papelzinho que concede a qualquer um o direito de adquirir uma caixinha dela.&lt;br /&gt;"Felicidade enlatada", ops..."encapsulada"; onde já se viu?! Só esse mundo moderno mesmo. E a menina continua lá, se "enfeliciando", se enchendo daquele trequinho azul. Ela já nem aguenta mais, o seu organismo já não tolera mais tanta agressão. Mas deixar de ser feliz, jamais!&lt;br /&gt;Agressão...Que agressão??? Tristeza é a pior agressão que existe! Que mal tem em tomar uns bagulhinhos azuis? O que é melhor, ser triste ou ser dependente de uma coisinha azul tão fraquinha? Essas perguntas permeavam a mente da pobre garota. Pobre?! Que pobre nada, pobre é quem vive triste!&lt;br /&gt;Hora de rir, hora de chorar, hora de falar, hora de calar, hora de pensar, hora de não pensar, hora disso, hora daquilo... Aquela menina tinha hora para tudo. Sim, era aquele negócio azul que a controlava. Controle das emoções, onde já se viu?! Só esse mundo moderno mesmo....&lt;br /&gt;Por vezes a menina se perguntou se a medicina fazia bem a ela. Estariam os problemas, as infelicidades, as insatisfações daquela pessoa sendo "azulmente" mascaradas? " Foda-se eu quero é ser feliz!".&lt;br /&gt;Ser feliz... O que é ser feliz? Não raro, a felicidade é azul e cara. Mas desde quando a felicidade tem cor e preço?! Ai, ai... só esse mundo moderno mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mayara Luma Maia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;02/06/06&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32039741-115448897381309466?l=casadamaejoana00.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/feeds/115448897381309466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32039741&amp;postID=115448897381309466&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/115448897381309466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32039741/posts/default/115448897381309466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadamaejoana00.blogspot.com/2006/08/love-generation-que-nada-fluotexine.html' title='Love generation, que nada! Fluotexine lovers generation!'/><author><name>Mayara Luma Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00428384773253845932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_guhMonE8-jE/R8YrEjVk-vI/AAAAAAAAABw/IAUshkD0Byo/S220/fotoindie2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
